A TEIA DA VIDA RENOVA SUAS FORÇAS COM A FELICIDADE INTERNA BRUTA
Categoria: FIB - Felicidade Interna Bruta, Para refletir...|

Entre sexta-feira (27/03/09) e domingo (29/03), no Parque Ecológico Visão Futuro em Porangaba-SP, ocorreu o 1º Encontro para dar início à formação de Comunicadores do FIB no Brasil.
O evento que contou com a presença de mais de 140 participantes de várias regiões do país surpreendeu positivamente os organizadores, pois a forte adesão mais uma vez confirmou que é chegada a hora do FIB entrar pra nossas vidas e mudar o rumo da nossa história.
A missão desse grupo (do qual faço parte) é propagar o que significa FIB – Felicidade Interna Bruta, suas 9 dimensões inter-relacionadas (1 - Padrão de Vida, 2 - Boa Governança, 3 - Estado de Saúde, 4 - Educação, 5 - Diversidade Cultural, 6 - Resiliência Ecológica, 7 - Vitalidade Comunitária, 8 - Uso Equilibrado do Tempo e 9 - Bem-estar Psicológico e Espiritual) e os benefícios que a longo prazo sua implantação poderá trazer para as comunidades que compõe nosso país, para pessoas e até para empresas, oferecendo indicadores que irão nortear melhor as decisões governamentais, empresariais e pessoais.
Estar em meio a estas pessoas, sentir a energia e o ânimo presentes ali, testemunhar aqueles olhos brilhantes, sentir tantos corações pulsando na certeza da realização desse sonho, foi uma experiência profundamente marcante e inesquecível.
Saber que existem caminhos que podem permitir que a humanidade viva com mais dignidade e equilíbrio, com mais conforto e bem-estar, fez meu coração vibrar de Alegria!!! Desde criança sinto que o Brasil pode melhorar, que o mundo pode ser diferente, mas quando contava das minhas visões, os adultos me diziam que isso era utopia… Que eu estava sonhando acordada…
No ano passado, bem na chegada da Primavera, quando participei do seminário “Crie Futuros – Economia Criativa”, realizado de 22 a 23/09/08, no SENAC Lapa Scipião em São Paulo, descobri que não estava “sonhando sozinha”, há pessoas em várias partes do planeta que sabem da importância do sonho para a construção do mundo melhor que almejamos. E essa construção começa justamente quando valorizamos nossos sonhos e depois buscamos caminhos para concretizá-los. Nessa “troca internacional” com sonhadores e realizadores de diferentes áreas de atividades, ficou muito nítido, que se não fizermos nada, não vamos alterar a realidade vigente. E que SONHANDO JUNTOS PODEMOS CRIAR E OUSAR MUITO MAIS!
No mês seguinte, em 29 de outubro, fiquei novamente emocionada e muito feliz ao encontrar mais de 1.000 pessoas no auditório do SESC Pinheiros participando da 1ª Conferência Nacional do FIB sobre o tema: “Índices para a Felicidade: PIB ou FIB? Produto Interno Bruto ou Felicidade Interna Bruta?” que buscou apresentar um novo paradigma para o progresso: uma política baseada na compaixão em vez da cobiça. Só não tinha mais gente por falta de espaço, pois os ingressos se esgotaram com duas semanas de antecedência, superando todas as expectativas. A emoção no ar era tanta que não há palavras que possam
descrevê-la.
Enquanto tentávamos entender: as diferenças entre PIB e FIB, as políticas de planejamento e as aplicações práticas do FIB no Butão (país em que teve origem nos anos 1980), os indicadores que formam o FIB e de que maneira mede a felicidade; percebi muita gente sorrindo, muitos olhos brilhando e muitas mentes se questionando se aqui também essa filosofia é aplicável. A reação à Conferência foi tão positiva, que originou um grupo para estudar a fundo as perspectivas de implementação do FIB no Brasil. Esse grupo, depois de meses de preparação, promoveu o evento que comecei a descrever no topo deste texto, que faz parte de uma sequência de passos que estão sendo cuidadosamente estudados e elaborados por especialistas de diferentes áreas.
Durante a 1ª Conferência, Susan Andrews coordenadora do FIB no Brasil, destacou as palavras proferidas por Victor Hugo: “Não existe idéia mais bem-sucedida que aquela para a qual o tempo chegou”. Tanto durante a conferência, quanto durante nossa preparação como Comunicadores do FIB, quando as informações foram oferecendo um quadro mais amplo e pude entender melhor as características do PIB e do FIB e as diferentes diretrizes que ambos oferecem, essas palavras mostraram-se proféticas, ficou patente que o momento da FELICIDADE INTERNA BRUTA chegou mesmo!
Além disso, recebemos, durante o encontro de formação de Comunicadores, a boa notícia de que depois que estiverem concluídas as Metas do Milênio previstas para 2015, a ONU pretende adotar os indicadores do FIB como o novo desafio para a humanidade (essa informação também foi divulgada na reportagem: “Felicidade para Todos” que oferece mais informações sobre o FIB publicada revista Vida Simples, páginas 48 a 53, edição 78, Abril/2009).
O dinheiro enquanto instrumento de troca é uma invenção humana fantástica. Mas quando sua aquisição e acumulação insensata e desmedida, provoca a morte de milhares de pessoas diariamente por fome, doenças, miséria e guerras; quando a produção de produtos supérfluos significa a depredação do planeta Terra e a extinção de espécies, num descarado aviltamento à NATUREZA e às expressões da VIDA é mais que chegada a hora de olharmos para o preço que estamos pagando para manter uma economia desequilibrada, doente e insuficiente para atender aos anseios humanos mundiais.
Uma vez que a proposta do FIB é justamente criar condições para que os governos gerem políticas e pautem suas decisões e ações em indicadores que incluam a promoção do maior bem-estar e felicidade para todas as pessoas do planeta, imaginei, se um dia os disparetes que fazem parecer que nosso mundo está com seus valores invertidos, deixarão de existir… Vislumbrei um futuro, onde gente é valorizada como gente, independente do país onde nasceu. Onde os privilégios não pertencem mais a umas poucas categorias dominantes, pois quando a humanidade volta a se perceber como integrante da Natureza, como algo pertencente a um TODO MAIOR, resgata-se a percepção da INTERDEPENDÊNCIA, da COOPERAÇÃO, da TEIA de INTERCONEXÕES e do respeito à VIDA como ESSENCIAIS.
Por acreditar desde criança num mundo mais equilibrado, feliz e digno, passei a maior parte da minha vida me dedicando a aprender e buscar entender um pouco mais sobre o ser humano e de que forma podemos construir esse mundo melhor. E de algo não tenho dúvidas: é um processo viável, mas que depende da nossa CONSCIENTIZAÇÃO do VALOR DA VIDA, da importância do respeito às suas manifestações e diversidade e do despertar e da aplicação dos nossos potenciais latentes de forma sábia.
Sem um profundo trabalho de conscientização as mudanças ficam no âmbito superficial, sendo passageiras. É por isso que o FIB está sendo cuidado passo a passo, para que não seja apenas um indicador, mas que se transforme num processo de educação e conscientização, servindo para nortear nossas decisões com valores e parâmetros que promovam felicidade, bem-estar, saúde, dignidade, equilíbrio… Que nos leve a perceber a implicação a médio e longo prazos das decisões públicas e privadas, coletivas e individuais de forma que possamos enxergar seu impacto e repercussão na vida particular, na família, na comunidade, no local de trabalho e no mundo.
O FIB não veio para “detonar” o sistema atual. Veio sim, para ampliar nossa visão, para nos fornecer diretrizes que nos ajudem a “arrumar a casa”. Pois, quando olhamos para as implicações do PIB (índice usado mundialmente para calcular o Produto Interno Bruto), para os estragos que estão sendo perpetuados em nome do crescimento desenfreado a qualquer preço, a sensação que tenho é que estamos vivendo numa casa tão bagunçada, tão desorganizada, que seus moradores embora cientes dos prejuízos para a saúde e bem-estar, da perda de tempo e qualidade de vida, do aumento do estresse e da pressão diária que tal bagunça provoca; estão tão perdidos, que não sabem por onde começar a arrumação. E assim, dia-a-dia, vão acumulando mais e mais desordem, ficando ainda mais desnorteados. O FIB, não vai arrumar a casa. Como muito bem mencionou Susan Andrews, não é uma “bala mágica da felicidade”. Mas, certamente, por ter sido muito bem estruturado, o FIB aponta caminhos que nos permitem planejar a arrumação de forma ampla e sensata. Diagnosticando com precisão onde mexer e permitindo-nos aprender como arrumar, de forma que o tempo e o esforço investidos nessa arrumação se convertam em felicidade e bem-estar coletivos.
Que possamos juntos, arrumar não só nossa casa chamada Brasil, mas também inspirar outras pessoas e países a fazerem o mesmo, até que a humanidade possa viver melhor na casa que chamamos Planeta Terra.
Como disse o Primeiro Ministro do Butão, Jigmi Thinley: “Por quê o Butão é o primeiro país a considerar a FIB, quando a felicidade é o desejo supremo de todo ser humano? Por quê nenhum outro país aplica isso como a base de sua política, do progresso e da educação social? Somos pioneiros e é triste que assim sejamos. Na verdade deveríamos estar na companhia do resto mundo.”
É notório que as dimensões dos problemas que afligem 6,7 bilhões de pessoas são assustadoras. Mas se pautarmos nossas ações com um plano bem articulado que inclua a FELICIDADE COLETIVA como meta. Se confiarmos na Inteligência Coletiva (a cada dia mais estudada e exercitada em várias partes do mundo), na Sinergia das Ações, seremos capazes não só de sonhar, mas de realizar feitos que irão muito além dos nossos mais ousados sonhos.
Susan Andrews incluiu em sua apresentação sobre a Ciência da FELICIDADE, no dia 29/03, um breve relato sobre a vida de Christopher Reeves que interpretou o Super Homem em quatro filmes (em 1978, 1980, 1983 e 1987) e que na vida real, após um acidente que o tornou tetraplégico em 1995, transformou-se num inspirador exemplo de superação e força de vontade. Sua dedicação e sua experiência com palestras ao redor do mundo, para arrecadar verbas para pesquisas e melhora da vida dos tetraplégicos, lhe ensinaram que:
“Tantos dos nossos sonhos parecem impossíveis,
depois parecem improváveis
mas quando mobilizamos nossa vontade
se tornam inevitáveis”.
Meu primeiro contato com o FIB, foi num e-mail que recebi há muito, muito tempo e que contava dessa experiência no Butão. Lembro-me que feliz com a boa nova, me questionei: “será que o FIB só é possível nesse país por que ele é pequeno? Será que um dia ele será viável para o Brasil?” Qual não foi minha alegria quando soube da 1ª Conferência aqui no Brasil para falar desse assunto. Maior ainda foi minha surpresa ao descobrir mais de 1.000 pessoas vibrando na mesma sintonia, felizes de estar ali aplaudindo esta iniciativa. E agora, aqui estou, te contando um pouco disso tudo, como quem planta mais uma semente, para fortalecer essa idéia no solo brasileiro. Pois eu abracei esta causa. Eu sinto que o Brasil pode ser um exemplo de uma NOVA ECOMOMIA mais equilibrada e sustentável, mais justa e solidária, mais humana e que trabalhe em prol do ser humano e não o contrário.
O sonho que parecia tão distante já está batendo à nossa porta e pedindo para fazer parte da nossa realidade. Depende agora, de sentirmos como poderemos nos articular para fortalecer esta rede em todo o país…

Estes são apenas os primeiros de inúmeros passos nessa longa jornada, mas é ótimo trilhá-la, sabendo que não estamos sós…
Que se nos mantivermos firmes, durante toda a caminhada milhões (e quiçá bilhões) de outras pessoas se juntarão a nós…
EXPRESSO MINHA PROFUNDA GRATIDÃO:
-*- Aos amigos Fábio e Ana Paula pelo convite para este encontro em Porangaba, pois eles foram a ponte para que eu soubesse do evento na hora certa, entrando em contato lá de Santos (a Vida é mesmo surpreendente quando quer mandar um recado!).
-*- Agradeço também a Susan Andrews, Marcos Arruda, Ladislau Dowbor e a toda equipe pela intensa dedicação em prol do sucesso do evento, permitindo que pudéssemos compreender com mais clareza um tema tão complexo.
-*- Registro meus sinceros agradecimentos ao rei, ao Conselho Nacional, ao povo do Butão e a todos que nesse país se empenharam para dar vida e consistência ao FIB, bem como a todas as pessoas que em diferentes partes do mundo estão, há anos, dedicando tempo, conhecimentos e esforços para que o FIB possa ir muito além das fronteiras butanesas e fazer parte do nosso cotidiano melhorando a vida da humanidade.
TEM MAIS…
Em “CONEXÕES E CONVERGÊNCIAS” inclui quatro mensagens (vide abaixo), de fontes variadas, que ampliam o cenário e reforçam a sensação de que o momento para cuidarmos do fortalecimento da Felicidade é agora…
Mônica Cristina Landim
Agente Transformadora de Realidades,
Palestrante e Facilitadora da Alegria,
da Criatividade, do Otimismo,
do Desenvolvimento dos Potenciais do SER Humano
e da expansão do Brilho Interior que se irradia da ALMA
das pessoas quando expressam o Melhor de Si,
Fundadora da Estação das Idéias.
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VÁ ALÉM…
-*- Saiba mais sobre o FIB - FELICIDADE INTERNA BRUTA, visite o blog: http://felicidadeinternabruta.blogspot.com/
-*- Conheça uma série de artigos e livros sobre Economia Sustentável e outros temas econômicos no blog do Dr. Ladislau Dowbor, que junto com outros professores e pesquisadores universitários, está criando uma rede para tornar o conhecimento mais acessível: http://dowbor.org/default.asp
-*- Saiba mais sobre o evento “CRIE FUTUROS e a WIKIFUTUROS” - movimento para criar futuros desejáveis: http://www.criefuturos.com.br/
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