Mônica Cristina Landim

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CELEBRANDO A VIDA!!!

Categoria: Inspirações da Alma, Re-ligando-se...|

  

Hoje, faz um ano que tomei coragem para iniciar minha experiência como “blogueira”. Precisei de coragem, porque temia não conseguir me organizar e me disciplinar para incluir conteúdos com certa constância…

Nesta primeira etapa foi justamente o que aconteceu. Sobraram idéias anotadas e arquivadas numa pasta (cada vez mais gordinha) e faltou tempo para transportá-las para o universo virtual… Mas, isso não me fará desistir, pelo contrário… é uma aventura a qual quero me dedicar mais e mais… Quem sabe ano que vem, posso celebrar este dia de forma diferente!!!??? Estou me desafiando… Vamos ver no que dá…

Em compensação, hoje também comemoro outra data especial. A estréia da minha versão 4.1. A aventura virtual deixou a desejar. Mas a aventura real - o VIVER INTENSAMENTE A VIDA - foi formidável.

Aproveitei para fazer um balanço e fiquei muito, muito feliz, ao perceber que nestes 12 meses muitas coisas diferentes aconteceram… Tive (como deve ter tido a maior parte da população) altos e baixos. Houve momentos em que pensei em dizer: “ei, não quero mais jogar este jogo. Chega! Desisto… Entrego os pontos…” E nesses momentos, encontrei AMIGOS (com todas as letras maiúsculas) que ofereceram apoio, ombro, abraço, colo, lenço pra secar as lágrimas, palavras de incentivo e cada um a sua maneira fez o que estava ao seu alcance para ajudar-me. Enquanto isso, uma voz muito sutil, em meu interior, me dizia: “agüenta firme, isso vai passar… prossiga… CONFIE…” e junto com esta voz, a certeza de que em breve tudo iria melhorar… Até, porque, como disse o Calunga certa vez, quando a gente chega no fundo do poço não dá para descer mais, então, só nos resta subir…

Minha entrada na 4ª década de vida foi coroada com vários altos e baixos, mas no balanço que fiz hoje, percebi que fui mais estimulada pelos “altos”, do que derrotada pelos “baixos”. No saldo positivo, me dei conta que conheci novos amigos, me reaproximei de alguns antigos, revalidei parcerias, revi parentes que há muito não via e senti enorme alegria por isso, conheci pessoas que mesmo de passagem em minha vida me entregaram lições preciosas antes de partirem. Aprendi muito com livros, cursos, filmes, experiências de vida, conversas, observações, mergulhos interiores… E principalmente no contato e na vivência, com o que Sandra Ingerman (no livro Resgate da Alma) sabiamente denomina: “realidades incomuns”, como foi positivo e proveitoso aceitar e me aprofundar ainda mais nesta dimensão da Vida. Percebendo que realmente estamos vivendo numa época muito especial… A Nova Energia já está presente e ao reconhecê-la ela toma forma e preenche nossas vidas mais intensamente.

Nestes 12 meses, vivi momentos inesquecíveis de uma riqueza incalculável. Passei por fortes emoções. Em meio a tudo isso, conheci o DVD da Louise Hay que ao entrar em sua 8ª década de vida, declarou que essa seria a MELHOR DÉCADA DE SUA VIDA! Adorei esta idéia!!! Este é o espírito. Ao invés de temer virar quarentona, o negócio é curtir e curtir muito as características de cada nova década!!! Pois se tem algo que gostei de sentir foi o sabor da MATURIDADE. Como é gostoso ficar um pouco mais sensata, menos impulsiva, mais seletiva… Como é gostoso tomar decisões sentindo-me livre para escolher e para me expressar… Co-criadora do meu destino ou do “sincrodestino”, como nos ensina Deepak Chopra em seu livro “A Realização Espontânea do Desejo”. E por falar em sincronicidade, olho no relógio e noto que são 22h22… A VIDA sabe mesmo se manifestar de uma forma muito especial, e se soubermos apreciar suas SURPRESAS elas se fazem presentes em profusão, deixando cada dia, ainda melhor que o anterior…
Hoje, como tirei parte do dia, para celebrar estar VIVAfluindo intensamente com a VIDA, cantei à beça, cozinhei, ri e várias vezes olhei pelo vitrô da cozinha para admirar o céu que estava espetacularmente AZUL… A cada olhada uma surpresa!!!

Era como se alguém quisesse fazer uma brincadeira, pois as nuvens iam mudando seu formato… Que delícia. Resolvi brincar também, peguei a máquina fotográfica e registrei alguns desses quadros, que nunca mais irão se repetir… Para a maioria das pessoas, essas fotos vão representar apenas nuvens… (coisa sem graça, pensarão…). Mas, sei que há gente mais ligada em si, que vai saber olhar pra esse registro e perceber algo mais… Aquilo que chamamos de GRAÇA. Claro, que a foto não capta a emoção e a vivacidade da cena ao vivo, mas dá pra dar uma idéia….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhar pra estas “nuvens mutantes”, me fez lembrar de uma aula com Pierre Weil que num exercício imensamente simples, nos remeteu a uma profunda reflexão. Ele pediu que o grupo se dividisse em duplas e circulasse pelo pátio externo do local onde estávamos. E que observando a exuberante Natureza presente naquele local, voltássemos para contar o que tínhamos encontrado de permanente… Qual não foi a surpresa do grupo, ao se dar conta que até as estrelas são impermanentes, que aliás, tudo no mundo material é impermanente. Que a impermanência permeia a nossa vida constantemente e nem sequer atentamos para este fato, aliás, muitas vezes, lutamos bravamente contra ela. Claro que estrelas são mais permanentes do que nuvens… Rochas são mais permanentes do que flores… Mas TUDO em nosso mundo MUDA… Tudo é impermanente e está em constante transformação. Foi por isso, que olhando as nuvens mudando a cada vez que eu espiava pelo vitrô, percebi que o material é apenas um reflexo do espiritual, e tal qual o reflexo da lua no lago, é sutil e passageiro… De eterno por aqui, só temos o AGORA ao mesmo tempo efêmero e perene. Um verdadeiro paradoxo a desafiar nossa racionalidade… Afinal, como muito bem filosofou John Lennon, VIDA é aquilo que passa enquanto fazemos planos… E se formos ficar debatendo sobre o AGORA ele vai passando, fugidio que é… sem esperar por nossas conclusões… Afinal, a VIDA foi feita pra ser VIVIDA, CELEBRADA, ABENÇOADA, EXPERIMENTADA e não pra ficarmos horas e horas debatendo a seu respeito…

 
Então, hoje, ao assoprar 41 velinhas virtuais, aproveito e ao invés de fazer um pedido, te faço um convite: abra uma pequena brecha para que um raio de ESPONTANEIDADE ilumine este instante de sua vida, se dê um tempo e se permita FLUIR… Abandone por uns minutos seus problemas e preocupações e se entregue de corpo e alma ao ETERNO AGORA. Tal qual nuvem no céu… deixe que a ESPONTANEIDADE e a SABEDORIA DO SEU CORAÇÃO te conduzam, numa breve, porém deliciosa jornada de CELEBRAÇÃO DA VIDA… Sinta aquela parte mais sábia e equilibrada que há em você e se deixe impregnar pela GRATIDÃO de poder VIVER… Agradeça o que tiver vontade… Nem que for o simples fato de ter OXIGÊNIO e ENERGIA VITAL disponível para manter a VIDA PULSANDO EM SUAS VEIAS enquanto lê estas linhas… Basta começar a AGRADECER e à medida que a GRATIDÃO preenche o seu SER, você vai descobrindo uma coisa e outra e outra… e a ALEGRIA vai chegando… E tudo vai ficando MELHOR… Simplesmente, abra um espaço (mesmo que for uma pequena brecha) pra VIDA se expressar em seu dia hoje… Confie nessa SABEDORIA ESPETACULAR que criou e mantém o UNIVERSO fluindo de forma tão intensa, criativa e magnânima…

 
Até a próxima… (tomara que muito em breve, bem antes dos 42, risos….)

Mônica Cristina Landim
Agente Transformadora de Realidades,
Palestrante e Facilitadora da Alegria,
da Criatividade, do Otimismo,
do Desenvolvimento dos Potenciais do SER Humano
e da expansão do Brilho Interior que se irradia da ALMA
das pessoas quando expressam o Melhor de Si.
Fundadora da Estação das Idéias.

 


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HÁ COMPATIBILIDADE ENTRE TRABALHO E PRAZER?

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Faltavam somente algumas horas para que aquele feriado prolongado chegasse ao fim. Juliana, não via a hora de chegar em casa e dormir, afinal, o peso da segunda-feira estava se aproximando. Contudo, em meio aquele congestionamento quilométrico, não havia muito o que fazer, a não ser pensar na vida enquanto esperava para sair do lugar. Em meio a vários pensamentos, ela começou a recapitular a palestra que tinha assistido sobre a importância do significado que damos ao nosso trabalho e o quanto isso impacta profundamente tanto a vida pessoal quanto a profissional.

Pensou nas pessoas que estavam na mesma situação que ela trabalhando de 2ª à 6ª feira com horário fixo para entrar e sair, e quantos transformavam isso numa rotina destituída de um sentido mais amplo. Lembrou também de milhares de outros profissionais que trabalhavam com escala e muitas vezes tinham que estar trabalhando nos feriados como aquele, enquanto tantos outros saiam para se divertir. Aliás, era graças a estes profissionais que o divertimento de tantos era assegurado.

Porque as pessoas dedicam 1/3 ou mais de seu dia ao trabalho? Era a pergunta que tinha sido formulada logo na abertura da palestra, onde os participantes foram levados a uma profunda reflexão sobre o assunto. Boa pergunta, pensou Juliana, porque eu dedico tanto tempo ao meu trabalho? Estou satisfeita? Posso querer mais? Posso fazer melhor? É isto o que realmente “quero ser quando crescer”? Xiiiiii!!!!

Ela acabara de se dar conta que já tinha crescido, na casa dos 40, não era hora de escolher carreira, mas de fazer sucesso naquela que havia escolhido. Ou será que ainda poderia mudar? Quantas questões a serem respondidas…., aquele congestionamento todo estava parecendo até pequeno, frente aos caminhos que precisava percorrer internamente para encontrar suas próprias respostas.

Olhar para a profissão dos outros e achar significado era até fácil. Olhou para o motorista ao lado e imaginou: “ah! aquele tem cara de médico - deve estar sempre a salvar vidas por aí… Já aquela ali, parece professora, estimulando mentes em fase de desenvolvimento, abrindo caminhos… E aquele lá, nossa buzinando apressado daquele jeito, deveria trabalhar em alguma profissão de muita pressão e adrenalina, seria ele um corretor da bolsa de valores? Que diariamente lida com dinheiro de pessoas e empresas e conseqüentemente afeta seus destinos para melhor ou pior? E aquela ali então!!! Huuummm, tinha jeito de ser vendedora de seguros - procurando levar mais tranqüilidade e segurança a vida das pessoas.” Enfim, era um exercício extraordinário, olhar e tentar enxergar o alcance de algumas profissões. Mas, quando olhava para si mesma, Juliana, não conseguia atingir uma dimensão tão grande. Achava que o que fazia era algo tão banal, tão comum que não conseguia perceber até onde poderia chegar o alcance de sua atuação…

Refletiu sobre idéia de trabalhar por prazer, de fazer as coisas com gosto, sabendo que estava fazendo parte de algo muito maior que si mesma e realmente, Juliana sentiu que até gostava do que fazia, só não achava que era algo tão importante assim. Quando ouviu que prazer, trabalho e lazer são compatíveis, que podem fazer parte da nossa vida diariamente, que podemos usar nosso trabalho não só como meio de sobrevivência, mas também de desenvolvimento, de caminho para novos relacionamentos, para autodescobrir-se, para interagir com pessoas bem diferentes da gente, que trabalhar por paixão oferece muito mais recompensas do que trabalhar por obrigação, sentiu, lá no fundo, que tudo aquilo era verdadeiro, mas será que se aplicava a ela? Ou era para uns poucos privilegiados que nascem talentosos, sabendo o que querem da vida e conseguem fazer sucesso em suas carreiras?

Ah! Como aquela dúvida a atormentava. Se era assim, se é mesmo possível unir prazer e trabalho porque tanta gente ainda sofre e não consegue obter do trabalho senão um mísero salário no final do mês? Isto se tiverem trabalho, pois há tantos outros desempregados, sem saber o que farão de suas vidas com um verdadeiro sentimento de angústia e fracasso. Então, ela lembrou da resposta que ouvira na palestra: acontece que nem todos acreditam ser possível conciliar trabalho e prazer. A grande maioria vê o trabalho como algo penoso, como uma obrigação a qual devem se submeter para sobreviverem, para pagar as contas. E aqueles que encaram assim, não estão preocupados em descobrir seus talentos natos e lapidá-los para servir ao mercado. Não estão dispostos a correr riscos e pagar o preço dos próprios erros, enquanto aprendem e se desenvolvem. Muitos pensam mais em ganhar na loteria para parar de trabalhar, do que em transformar o trabalho de forma a poderem trabalhar e se desenvolverem cada vez mais.

Uma das características encontradas naqueles que fizeram do trabalho um prazer, é que o trabalho não os exaure, pelo contrário, os revitaliza e nutre. Trabalham muito mais horas do que a maioria, se necessário sábados, domingos e feriados, mas o fazem com uma graça, uma leveza, um bom humor invejáveis e isto os mantém bem dispostos. Gostam tanto daquilo que realizam que trabalhariam até de graça, então, percebem sua remuneração como recompensa. Por perceberem assim, trabalham com empenho cada vez maior e fazem sempre mais que o esperado. E assim, o trabalho que realizam é bem visto, desejado, divulgado, indicado e até disputado… e quando se dão conta: o sucesso chegou. Estes profissionais não trabalham só por dinheiro. Eles ganham dinheiro porque trabalham para realizar uma necessidade interior, mais forte que eles mesmos…

Viajando nestes pensamentos (numa velocidade milhares de vezes mais rápida que a da estrada, onde seu carro só havia andado uns poucos metros), Juliana, lembrou de seus amigos, vizinhos, parentes, colegas de trabalho e do quanto estas pessoas reclamavam da vida, de ter que trabalhar todos os dias, de ter que ir fazer treinamento, de que exigiam cada vez mais, de que eram sugadas por seus patrões… etc. etc…

E mais uma vez, Juliana se deu conta de que tudo aquilo que ouvira fazia sentido. Era como se um “alarme” tocasse dentro dela a lhe dizer “preste atenção - este recado é para você! Esta na hora de você dar uma guinada na sua vida. Esta na hora de sair da limitação auto imposta e criar seu próprio caminho rumo ao sucesso.” Aquelas sensações eram muito fortes e Juliana sentia-se incapaz de abafá-las.Mas, por onde começar? Ouvira dizer que o melhor começo era olhando para si mesma, percebendo o que de verdade gostava de fazer dentro e fora do trabalho, listando aquilo que fazia com maior facilidade, com mais prazer e entusiasmo, conversando com as pessoas sobre como viam o seu trabalho e procurando naquilo que fazia o que lhe dava mais ânimo para não só prosseguir, mas para se envolver de coração e alma.Até que eram passos que ela poderia dar. Nada que exigisse investimentos financeiros. Teria sim, que investir tempo e boa vontade. Mas o que teria a perder? Na pior das hipóteses descobriria mais sobre si mesma e poderia tomar decisões mais acertadas sobre o rumo que daria a sua vida.

Começou a pensar, em como seria se ela deixasse de fazer o seu trabalho. Se ninguém mais o fizesse, o que aconteceria??? E foi percebendo que o que fazia, não era assim tão banal, muitas pessoas seriam afetadas e este pensamento foi levando a outras idéias, foi ampliando sua percepção sobre seu próprio valor e importância e na forma como poderia interagir melhor com seus “clientes” tanto os internos como os externos a empresa em que trabalhava. 40, 50, 60 anos o que importa? Sempre é tempo para recomeçar e investir em si mesma, no próprio desenvolvimento e felicidade.

Impressionante, como a fisionomia de Juliana foi, aos poucos, se alterando. De uma mulher cansada, com ar de quem estava a beira da exaustão, seu semblante começou a iluminar-se. Seus olhos ganharam um brilho diferente. Seu coração começou a pulsar com mais vigor. Sua respiração tornou-se mais profunda. E ela, agora queria chegar logo em casa, não para desmaiar na cama. Mas porque não via a hora de chegar segunda-feira, para começar a procurar pistas do significado de seu trabalho, dos impactos que produzia nas pessoas ao seu redor e do que poderia fazer por si, para encontrar sua vocação e trabalhar para tornar-se um sucesso, não para o mundo, mas principalmente para si mesma.

(Texto escrito originalmente no início do Inverno de 2005)

Mônica Cristina Landim
Agente Transformadora de Realidades,
Palestrante e Facilitadora da Alegria,
da Criatividade, do Otimismo,
do Desenvolvimento dos Potenciais do SER Humano
e da expansão do Brilho Interior que se irradia da ALMA
das pessoas quando expressam o Melhor de Si,
Fundadora da Estação das Idéias.

 


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QUE TAL TROCAR A “BOLA DE CRISTAL” POR UMA PORÇÃO DE ???????

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O título pode parecer uma brincadeira, mas o assunto é muito sério.
Como observadora do comportamento humano, percebo que em nossa cultura temos tendência a tentar “adivinhar” o que o outro está pensando ou desejando e assim sem perguntar nada, criamos as mais loucas suposições e tentamos a todo custo atendê-las. E não paramos por aí…

Tem algo ainda pior. Que é a tendência a desejar que o outro “adivinhe” o que queremos.

 

Internamente construímos uma imagem do que estamos querendo, para nós esta imagem é nítida, afinal é criação nossa. Então, achamos que ao dar alguns “sinais” físicos e verbais, o outro já captou esta imagem e vai fazer exatamente o que imaginamos. Mas, na realidade o outro capta parcialmente o nosso recado e o que falta ele completa com suas próprias suposições. Esta armadilha figura entre as principais causas dos problemas da comunicação humana. Tais interpretações incorretas acontecem nas escolas, nos lares, entre amigos, entre namorados e até nas empresas… Enfim, onde houver pessoas se comunicando, se não esclarecermos e tentarmos compreender com clareza a mensagem, podemos cair nesta cilada.

Quando paramos para analisar, este “jogo de adivinhações” parece uma loucura. Mas, se prestarmos atenção no comportamento das pessoas que nos cercam, e até no nosso, vamos verificar que isto está de tal forma impregnado em nossa cultura que nos comportamos desta forma sem perceber.

Agora, pense e responda: se trocássemos as “tentativas de adivinhar” por “PERGUNTAS” ficaria mais simples acertar o que o outro está idealizando? Não me refiro a qualquer tipo de pergunta, mas sim “perguntas pertinentes”, como um Sherlock Holmes a procura de pistas para desvendar um mistério. Afinal, este caminho pode nos levar a um diálogo mais claro e transparente (desde, é claro, que o outro lado esteja disposto a ser franco), economizando nosso tempo ao não ter que imaginar o que o outro está pensando e permitindo que
ao agir tenhamos maior coerência, convicção e segurança, conduzindo-nos a resultados mais acertados.

Já que perguntar pode facilitar tanto, porque não trilhamos naturalmente este caminho e tendemos a complicar?
Creio que isso vem da nossa infância, pois todas as crianças passam por uma fase onde adoram fazer perguntas de todos os tipos: profundas, superficiais, exóticas, sem nexo, engraçadas…
E cercadas por adultos impacientes, recebem respostas muitas vezes agressivas e repressoras. Desta forma o “questionador” que existe em nós vai perdendo força.
Na adolescência, temos medo de fazer perguntas bobas e então preferimos nos calar, perdendo grandes oportunidades de aprendizado.
Quando adultos já nos acostumamos a não perguntar mais, e o medo de não parecer tolo ou ignorante, toma conta e deixamos de perguntar. Então, quando as coisas não dão certo reclamamos, afinal, reclamar parece ser mais aceito socialmente do que perguntar. E assim, atendemos aos nossos clientes, buscando as formas mais mirabolantes de prestar-lhes um excelente serviço, sem muitas vezes, perguntar-lhes o que
realmente desejam de nós. Presenteamos nossos entes queridos, sem questioná-los sobre o que gostariam
verdadeiramente de ganhar. Passamos horas trabalhando com outras pessoas, sem perguntar-lhes sequer, se
a forma como estamos trabalhando está contribuindo ou atrapalhando o andamento do processo.

Presenciei este fato em várias empresas, pois tanto nos cursos sobre “Relacionamento Interpessoal” quanto nos de “Criatividade”, provoco situações onde as pessoas precisam exercitar a “arte de fazer perguntas” e conseqüentemente, ampliarem o diálogo. Depois deste tipo de vivência, muitos participantes se surpreenderam positivamente ao perceberem que ao fazerem perguntas pertinentes obtiveram respostas que não só foram esclarecedoras, como encontraram soluções, que não teriam percebido sozinhos. E mais, descobriram na prática que perguntas pertinentes são como chaves, que abrem as portas para um diálogo mais franco e transparente, melhorando sensivelmente os relacionamentos interpessoais.

Já diziam nossos sábios filósofos que cada pergunta trás em si a sua resposta.
Então proponho a você um desafio: observe-se mais atentamente e quando perceber que está tentando adivinhar o que fazer em determinada situação. Pare! E questione-se sobre que perguntas e para quem pode fazê-las para chegar ao cerne da questão e obter as melhores soluções.
Tenho certeza que esta simples, porém, importante mudança em sua postura lhe trará enormes benefícios.

(Texto escrito originalmente no início do Outono de 2005)

Mônica Cristina Landim
Agente Transformadora de Realidades,
Palestrante e Facilitadora da Alegria,
da Criatividade, do Otimismo,
do Desenvolvimento dos Potenciais do SER Humano
e da expansão do Brilho Interior que se irradia da ALMA
das pessoas quando expressam o Melhor de Si,
Fundadora da Estação das Idéias.

 


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“GOSTUÁRIO” - Construa o seu…

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Eis uma atividade divertida que contribui com o autoconhecimento, afinal, propõe um olhar apreciativo para aquilo que é importante para nós no dia-a-dia, daquilo que dá um colorido diferenciado a nossas vidas.

Esta idéia, nasceu quando eu ministrava um curso para adolescentes chamado “Laboratório de Leitura”.
Como além de estimular o prazer de ler e aprender eu procurava trabalhar positivamente a auto-estima dos participantes, quis inventar um meio de levá-los a refletir sobre seus gostos e preferências.

Convido você, independente da sua idade, a se aventurar na descoberta de si mesmo(a).
Esta sugestão é apenas o ponto de partida, mas, pode ser justamente a oportunidade que o(a) levará a enveredar pelo caminho do autoconhecimento.

Experimente e surpreenda-se com os resultados!!!
1º Passo: adquira um caderno (estilo, tamanho e quantidade de folhas ficam a seu critério) - o importante é que você goste dele!
2º Passo: na capa ou primeira página coloque o título “GOSTUÁRIO” (escrito de forma criativa, lúdica, que você aprecie).

3º Passo: Logo abaixo do título crie um acróstico associando seu nome à qualidades e virtudes que você aprecia em si, exemplo:

Surpreendente
Estudioso
Universal
Notável
Otimista
Maravilhoso
Espirituoso

4º Passo: Escolha sua foto favorita e cole-a nesta página próxima do seu nome.
5º Passo: Faça uma lista de categorias que queira explorar. Eis alguns exemplos: alimentos prediletos, filmes favoritos, livros preferidos, passeios revitalizantes, pessoas que admiro, citações que adoro, músicas que
curto, boas idéias, etc.
6º Passo: Distribua estas categorias dividindo a quantidade de páginas do caderno de acordo com a quantidade de categorias escolhidas. Lembre-se que algumas categorias precisarão de mais páginas do que outras, pois terão mais itens.
7º Passo: Entre em cada categoria e comece a anotar aquilo que você realmente gosta (o foco é o seu gosto pessoal e não o que acha que deveria gostar, nem o que os outros escolheram no seu lugar). Mantenha seu “GOSTUÁRIO” em local de fácil acesso e vá preenchendo suas páginas sempre que perceber um elemento que ainda não foi incluso.
8º Passo: Explore diferentes possibilidades - você pode colar imagens, escrever com cores diferentes, destacar o que mais gosta em relação aquele item (ex. chocolate porque é doce e derrete na boca), incluir datas e
observar sua mudança de gosto no decorrer dos anos…

Detalhe: aproveitando nosso avanço tecnológico, você pode substituir o caderno, por um arquivo digital - os passos para criação são praticamente os mesmos, basta adptá-los ao programa utilizado.

9º Passo: Consulte seu “GOSTUÁRIO” com freqüência, perceba o que realmente importa para você e busque preencher parte dos seus dias com estes elementos - para viver de forma mais agradável e feliz!!!

Quais as vantagens de criar e manter um “GOSTUÁRIO”?
Há várias, mas quero destacar duas que considero primordiais:
1ª) É uma forma de conhecer melhor a si mesmo, com foco naquilo que aumenta seu bem-estar, alegria e felicidade.
2ª) Você terá a oportunidade de avaliar se tem se envolvido com as coisas e atividades que gosta, com as pessoas que admira ou se está se afastando de tudo isso imerso(a) nas correrias diárias e poderá fazer escolhas mais conscientes.

Note como se sente ao nutrir-se com os itens do seu “GOSTUÁRIO”, que efeitos as coisas, pessoas e situações que você gosta provocam em sua vida?

E lembre-se:
Aprender a gostar de si mesmo(a) é o caminho para fortalecer a auto-estima.
Aprender a fazer o que gosta e gostar do que faz é o caminho para o sucesso profissional.
Descobrir do que realmente gosta é o caminho para
criar mais oportunidades para gozar a vida e ser mais feliz!

(Texto escrito originalmente na Primavera de 2004)

Mônica Cristina Landim
Agente Transformadora de Realidades,
Palestrante e Facilitadora da Alegria,
da Criatividade, do Otimismo,
do Desenvolvimento dos Potenciais do SER Humano
e da expansão do Brilho Interior que se irradia da ALMA
das pessoas quando expressam o Melhor de Si,
Fundadora da Estação das Idéias.

 


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